
Pois é, fui acometido novamente pela insônia, é fato que isso tem se tornado freqüente nos últimos dias, entretanto, já em uma primeira semana de trabalho, depois de umas "férias", estou enfrentando tempestades fortíssimas, que cada vez mais me colocam num conflito mental enorme, então já que meu cérebro não pára de trabalhar, vou tentar escrever algumas coisas para ver se consigo expurgar alguma coisa.
Essa semana, após voltar de um recesso, tive que me deparar com meus deveres corriqueiros de professor...ok...eu tenho um certo sentimento de renovação, ou melhor, de esperança quando eu retomo ao trabalho após um período longo, entretanto, apesar disso, ao voltar às atividades percebi que nada mudou, os alunos ainda continuam os mesmos, a escola a mesma, e as pessoas...bem...as mesmas, e eu...com uma cicatriz nova... É eu tinha que ter alguma novidade (ainda vou escrever sobre isso...).
Nos primeiros dias da semana as coisas pareceram rotineiras, entretanto nos dois últimos dias eu tive algumas surpresas ao ver os índices de aprovação dos meu alunos... Na quarta feira (04/08) o diretor de uma das escolas que leciono me chamou para conversar sobre algumas disparidades com relação as notas dos alunos em minha disciplina, e qual foi o meu assombro (um tanto quanto esperado) de ver que o índice de reprovação das turmas variavam entre 35% a 57%, pois é... esses índices para os padrões recentes das instituições brasileiras é muito alto.
O diretor então argumentou que isso era um problema, e realmente é, a supervisão pedagógica viria babando para saber o que realmente houve. Em cinco anos de docente esse fato nunca me acometeu, meus índices de reprovação sempre giraram em torno de 15% a 20%, que dentro de uma sala que tem em média 30 alunos , não passariam de 7 reprovados.
Pois então o que fica deixando meu cérebro fervilhando é a procura do problema e da solução, será que sou eu? Realmente, esse ano em especial, eu não estava nem um pouco empolgado para iniciar o ano letivo.
Serão os alunos? Esse ano, diferente dos anteriores, tenho atribuído mais notas às atividades realizadas em sala ou tarefas, diminuindo o peso de uma avaliação escrita. Entretanto nesse ultimo bimestre foram poucos que me entregaram essas atividades, deixando a responsabilidade novamente para a avaliação escrita, e já que a grande massa de alunos de escolas públicas não estudam, o resultado final foi deprimente, só para se ter uma idéia, somente uma sala ficou abaixo dos 30% de reprovação.
Há uma outra coisa, será o sistema? É... o ser de todos nossos problemas "O Sistema", que ao meu ver negligencia e é descasual com os alunos... Passando todos de qualquer jeito e maneira, levantando a bandeira da igualdade e colocando a diferença de aprendizado do aluno de lado, em outras palavras, não permitindo o crescimento desse "ser-humano" ao seu tempo.
Como se pode ver são muitas e muitas perguntas e o posterior silêncio... Minha insônia corre solta, e minha saúde cada vez mais se deteriora por conta de ver todo o meu trabalho sendo subjugado e deixado de lado...
Um comentário:
Quem é Ferrán A.?
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